sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Adelina Tecla Correia Lyrio


Adelina Tecla Correia Lyrio (Mululo do marido) nasceu em 1863, no Espírito Santo, filha do Coronel Joaquim Correia Lyrio. Faleceu em 1938. Foi a primeira mulher capixaba a ver publicada, na imprensa local, a sua produção literária. Desejou estudar Medicina, mas foi impedida pelo forte preconceito da época. Na década de 1880, ela marcou presença nos jornais: O Conservador, O eco dos artistas, O pirilampo, Província do Espírito Santo, Jornal Sete de Setembro, A Folha de Vitória e Jornal Oficial. Educadora, desenhista e pianista introduziu, por iniciativa própria, nas Escolas Públicas do Espírito Santo, o teatro infantil como instrumento pedagógico de apoio à integração e à aprendizagem da criança. Sua obra poética, esparsa pelos jornais capixabas das últimas décadas do século XIX, foi reunida por Letícia Nassar Matos Mesquita no livro A produção literária feminina nos jornais capixabas na segunda metade do século XIX - A revelação de Adelina Lírio, onde estão publicados os 13 poemas da poetisa, fruto dessa pesquisa.

Yamara Vellozo Soneghet Melchiors


Yamara Vellozo Soneghet Melchiors nasceu em Vitória, ES, em 1931. Faleceu em Brasília em 1974. Destacou-se como aluna escrevendo no jornal Escelsior, do Colégio do Carmo, onde estudava. Estudou pintura e prosseguiu nos estudos nessa área. Colaborou em A Gazeta e em outros jornais e na revista Vida Capixaba, onde foi responsável pela seção infantil “Tua página”, composta por crônicas, versos e desenhos. Foi premiada em concursos de crônica. Dedicou-se à pesquisa folclórica e publicou, em 1962, em Cadernos de Etnografia e Folclore, editado pela Comissão Espírito-santense do folclore (CESPL), “Aspectos do folclore Vianense”. Integrou-se ao quadro de sócios da Associação Espírito-santense de Imprensa.

Maria Paolielo Cavalcanti


Maria Paolielo Cavalcanti nasceu em 29 de maio de 1901, em Vermelho Negro – Raul Soares (MG) e morreu no Rio de Janeiro em 30 de março de 1976. Funcionária pública, pertenceu ao quadro do Ministério da Educação. Educadora, jornalista, destacou-se na prosa e na poesia. Teve poemas e contos publicados na Revista Fon-fon, na Revista Vida Doméstica e Jornal das Moças. Colaborou no Jornal da AEI (Associação Espírito-santense de Imprensa). Radiofonizou contos e novelas para a Rádio Nacional. Parte de sua obra, em prosa e poesia, foi reunida, em 1980, em uma homenagem póstuma de familiares, em Cisne Triste.

Ida Maria Vervloet


 Ida Maria Vervloet nasceu em 10 e agosto de 1902, em Santa Teresa (ES) e morreu em 4 de maio de 1990, em Vitória (ES). Estudou no Colégio Nossa Senhora das Dores, em Friburgo (RJ). Colaborou nos jornais e revistas como O Cruzeiro, com contos e poemas. Compôs, na juventude, peças teatrais. Ganhou prêmios em Concurso Nacional. Publicou, em 1945, Páginas soltas e em, 1981, O meu Mundo. Deixou inédito um acervo de poemas.

Doralice de Oliveira Neves


Doralice de Oliveira Neves, uma das sócias fundadoras e vice-presidente da AFESL, educadora, conferencista, jornalista, apaixonada pela História, lendas e povos indígenas brasileiros, nasceu em Cambuci, Rio de Janeiro, em 03 de agosto de 1900. Em Vitória, Espírito Santo, estudou na Escola Normal Maria Ortiz e se formou em professora, lecionando nos municípios de Santa Leopoldina, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim e sempre contribuindo com seus escritos sobre o Estado. Deixou inédito o livro O Espírito Santo na lenda, história e geografia. No conceito expresso sobre ela, Agostino Lazzaro afirma: “Doralice de Oliveira Neves, mestra e lutadora nos campos de batalha de ensino público, sabia, antes por experiência do que por premonição, que somente o conhecimento adquirido através de uma sólida educação pública seria capaz de transformar uma Nação.”