Adelina Tecla Correia Lyrio (Mululo do
marido) nasceu em 1863, no Espírito Santo, filha do Coronel Joaquim Correia
Lyrio. Faleceu em 1938. Foi a primeira mulher capixaba a ver publicada, na
imprensa local, a sua produção literária. Desejou estudar Medicina, mas foi impedida
pelo forte preconceito da época. Na década de 1880, ela marcou presença nos jornais:
O Conservador, O
eco dos artistas, O
pirilampo, Província do
Espírito Santo, Jornal Sete de Setembro, A Folha de Vitória e Jornal Oficial. Educadora,
desenhista e pianista introduziu, por iniciativa própria, nas Escolas Públicas do Espírito Santo, o teatro
infantil como instrumento pedagógico de apoio à integração e à aprendizagem da
criança. Sua obra poética, esparsa pelos jornais capixabas das últimas décadas
do século XIX, foi reunida por Letícia Nassar Matos Mesquita no livro A produção literária feminina nos jornais capixabas na segunda metade
do século XIX - A revelação de
Adelina Lírio, onde estão publicados os 13 poemas da poetisa, fruto dessa pesquisa.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Yamara Vellozo Soneghet Melchiors
Yamara Vellozo Soneghet Melchiors nasceu
em Vitória, ES, em 1931. Faleceu em Brasília em 1974. Destacou-se como aluna
escrevendo no jornal Escelsior, do Colégio do Carmo, onde estudava. Estudou
pintura e prosseguiu nos estudos nessa área. Colaborou em A Gazeta e em outros
jornais e na revista Vida Capixaba, onde foi responsável pela seção infantil
“Tua página”, composta por crônicas, versos e desenhos. Foi premiada em
concursos de crônica. Dedicou-se à pesquisa folclórica e publicou, em 1962, em Cadernos
de Etnografia e Folclore, editado pela Comissão Espírito-santense do folclore
(CESPL), “Aspectos do folclore Vianense”. Integrou-se ao quadro de sócios da
Associação Espírito-santense de Imprensa.
Maria Paolielo Cavalcanti
Maria Paolielo Cavalcanti nasceu em 29 de maio
de 1901, em Vermelho Negro – Raul Soares (MG) e morreu no Rio de Janeiro em 30
de março de 1976. Funcionária pública, pertenceu ao quadro do Ministério da
Educação. Educadora, jornalista, destacou-se na prosa e na poesia. Teve poemas
e contos publicados na Revista Fon-fon, na Revista Vida Doméstica e Jornal das
Moças. Colaborou no Jornal da AEI (Associação Espírito-santense de Imprensa).
Radiofonizou contos e novelas para a Rádio Nacional. Parte de sua obra, em prosa
e poesia, foi reunida, em 1980, em uma homenagem póstuma de familiares, em Cisne Triste.
Ida Maria Vervloet
Ida Maria Vervloet nasceu em 10 e agosto de 1902, em Santa Teresa (ES) e morreu em 4 de
maio de 1990, em Vitória (ES). Estudou no Colégio Nossa Senhora das Dores, em Friburgo
(RJ). Colaborou nos jornais e revistas como O Cruzeiro,
com contos e poemas. Compôs, na juventude, peças teatrais. Ganhou prêmios em
Concurso Nacional. Publicou, em 1945, Páginas soltas e
em, 1981, O meu Mundo. Deixou inédito um acervo de poemas.
Doralice de Oliveira Neves
Doralice de Oliveira Neves, uma das sócias
fundadoras e vice-presidente da AFESL, educadora, conferencista, jornalista,
apaixonada pela História, lendas e povos indígenas brasileiros, nasceu em
Cambuci, Rio de Janeiro, em 03 de agosto de 1900. Em Vitória, Espírito Santo,
estudou na Escola Normal Maria Ortiz e se formou em professora, lecionando nos
municípios de Santa Leopoldina, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim e sempre
contribuindo com seus escritos sobre o Estado. Deixou inédito o livro O
Espírito Santo na lenda, história e geografia. No conceito expresso sobre ela,
Agostino Lazzaro afirma: “Doralice de Oliveira Neves, mestra e lutadora nos
campos de batalha de ensino público, sabia, antes por experiência do que por
premonição, que somente o conhecimento adquirido através de uma sólida educação
pública seria capaz de transformar uma Nação.”
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